Vasco enfrenta sequência decisiva de mata-matas na 17ª colocação do Brasileirão

O Vasco não terá muito tempo para lamentar o empate em 1 a 1 com o Mirassol, pelo Campeonato Brasileiro. Na próxima quarta-feira, a equipe dá início a uma sequência de três jogos de mata-mata, sendo um pela Sul-Americana e dois pela Copa do Brasil. Ao final da 20ª rodada do Brasileirão, o clube segue na 17ª colocação, dentro da zona de rebaixamento.
Na competição internacional, o Vasco enfrenta o Independiente Medellín, da Colômbia, e precisa de vitória simples para garantir a classificação para as oitavas de final. Em seguida, dois clássicos contra o Fluminense vão definir quem avança às quartas de final da Copa do Brasil.
Após o confronto contra o Mirassol, neste sábado, o lateral Puma Rodríguez comentou a diferença de jogos eliminatórios para o Brasileirão e reforçou a importância dos duelos para a equipe. "Sabemos que é algo totalmente diferente. Temos um jogo de matar ou morrer com o Independiente Medellín em casa. A gente tem que passar. O que o Vasco joga tem que ganhar. Depois, o jogo do Fluminense também. A gente sabe que vai ser um jogo muito difícil, só que temos que nos preparar porque quem perder tá fora", disse o jogador.
Questionado se o momento no Brasileirão pode atrapalhar o desempenho da equipe nos próximos jogos, Puma negou. "Se a gente pegar um bom resultado agora, podemos acreditar no Brasileirão depois. Acredito muito no trabalho. O grupo tem que estar forte neste momento difícil, só que, para sair dessa situação, precisamos trabalhar", afirmou.
Ao analisar o trabalho de Pedro Emanuel, o jogador reforçou que mudar de treinador não é o suficiente e que, na sequência decisiva, os jogadores também precisam assumir responsabilidade. "Estamos trocando de treinador e nossa parte dentro do campo às vezes falha. Precisamos assumir a responsabilidade dentro de campo. Não há outra saída. É trabalhar, assumir e botar a cara", completou.
O Vasco volta a campo na próxima quarta-feira, contra o Independiente Medellín, em São Januário, às 19h (de Brasília), pela Copa Sul-Americana.
Com informações do NetVasco, que cita ge.
## Análise Expresso98
O Vasco chega ao confronto de quarta-feira contra o Independiente Medellín pela Copa Sul-Americana carregando o peso da 17ª colocação no Brasileirão, com 21 pontos em 20 jogos e saldo negativo de oito gols. A sequência de três mata-matas — um pela Sul-Americana e dois clássicos contra o Fluminense pela Copa do Brasil — representa a oportunidade de oxigenar um momento delicado: após cinco jogos sem vitória, o Cruzmaltino precisará elevar o nível de atuação justamente quando não há margem para erro. Pedro Emanuel vive seu primeiro desafio eliminatório à frente do clube e finalmente pôde contar com uma semana completa de trabalho para promover ajustes táticos e entrosamento no elenco.
A favor do Vasco joga o fato de precisar apenas de vitória simples em São Januário para avançar às oitavas da Sul-Americana, além da pressão natural que jogos de mata-mata impõem — contextos nos quais, historicamente, o clube costuma elevar sua entrega. A presença de Bruno Guimarães no São Januário vestindo a camisa cruz-maltina e o retorno de Jair aos gramados após 11 meses lesionado, ainda que este precise ganhar condição física, podem injetar ânimo no elenco. O discurso de Puma Rodríguez de que "bons resultados agora" podem reacender a confiança no Brasileirão reflete a mentalidade de que as competições de mata-mata funcionam como chave de virada possível para a temporada.
As preocupações, porém, são consistentes. A forma recente não autoriza confiança cega, e o próprio Puma reconheceu que "nossa parte dentro de campo às vezes falha", admitindo que trocar de treinador não resolve sozinho. Adson deixou o gramado reclamando após ser substituído contra o Mirassol, sinalizando ruídos internos, enquanto Saldivia foi excluído por opção técnica — movimentos que sugerem ajustes ainda em curso. A negociação arrastada por Nelson Deossa e a indefinição sobre reforços como Taremi e Luciano Rodríguez indicam um mercado ainda inconcluso, e Marino Hinestroza segue cobrando publicamente mais minutos, expondo a gestão do elenco.
O Vasco está no ponto em que o discurso precisa virar entrega. Pedro Emanuel terá em São Januário a chance de validar sua semana cheia de trabalho diante de um adversário que permite erro zero, e o elenco precisará demonstrar a responsabilidade que Puma verbalizou. A sequência de mata-matas é tanto risco quanto alívio: pode catapultar o time para fora da crise ou aprofundar o buraco que já coloca o Gigante da Colina na zona de rebaixamento do Brasileirão. A resposta virá nos próximos dez dias — e ela dirá muito sobre a capacidade deste grupo de reagir quando as margens desaparecem.
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