Vasco enfrentou 33 seleções e acumulou 20 vitórias na história
Clube cruzmaltino possui retrospecto impressionante contra seleções nacionais desde 1930. Amistosos incluem goleada histórica sobre Iugoslávia e empate com México no país da atual Copa do Mundo.

Quantos clubes brasileiros podem dizer que já mediram forças com seleções nacionais ao redor do planeta — e saíram vitoriosos na maioria das vezes? O Vasco da Gama não apenas pode: possui uma galeria de 33 confrontos contra seleções, com 20 vitórias, cinco empates e oito derrotas. Um retrospecto que atesta o peso internacional que o clube de São Januário carregou ao longo de décadas.
Entre os capítulos mais curiosos dessa trajetória está o empate por 1 a 1 contra o México, em 1958, no Estádio Olímpico Universitário. O amistoso abriu uma excursão do Vasco pelo país que hoje recebe a Copa do Mundo, e o gol cruzmaltino foi marcado por Wilson Moreira. Mais do que o resultado, a partida simboliza a dimensão global que o clube alcançou em suas turnês pelo mundo.
A história do Vasco contra seleções começou ainda mais cedo. Em janeiro de 1930, o time de São Januário aplicou uma goleada de 6 a 1 sobre a Iugoslávia — seleção que representava a região hoje dividida em Bósnia e Herzegovina, Croácia, Eslovênia, Macedônia do Norte, Montenegro, Sérvia e Kosovo. Russinho balançou as redes três vezes, Sant'Anna anotou dois gols e Mário Mattos completou a conta. Foi o primeiro de muitos encontros que consolidariam o Vasco como um adversário respeitado internacionalmente.
O último confronto dessa série aconteceu em janeiro de 2008, durante o Torneio de Dubai. No dia 12, o Vasco venceu os Emirados Árabes Unidos por 1 a 0, com gol de Alan Kardec. O duelo integrou a pré-temporada do clube nos Emirados Árabes e fez parte de uma sequência de amistosos preparatórios para o ano. Embora estivesse à frente da equipe naquela excursão, Romário não saiu do banco e não entrou em campo no confronto.
O retrospecto impressionante de 20 vitórias em 33 jogos não é mero acaso. Reflete o período em que o clube brasileiro era sinônimo de qualidade técnica e organização tática, características que o tornaram convidado frequente para amistosos de prestígio ao redor do mundo. As excursões internacionais do Vasco não eram apenas viagens — eram demonstrações de força do futebol carioca e brasileiro.
Cada partida contra uma seleção nacional carrega um significado especial. Diferentemente de confrontos entre clubes, enfrentar uma seleção implica medir-se contra a melhor representação futebolística de um país inteiro. O fato de o Vasco ter somado mais vitórias do que derrotas nesses duelos reforça a grandeza histórica do clube.
Os números falam por si: 33 jogos, 20 vitórias, cinco empates, oito derrotas. Um saldo que poucos clubes brasileiros — ou mesmo sul-americanos — podem exibir. Desde a goleada inaugural sobre a Iugoslávia em 1930 até o triunfo sobre os Emirados Árabes Unidos em 2008, o Vasco escreveu capítulos memoráveis em solo internacional.
O legado dessas partidas vai além dos placares. Representa uma época em que o clube de São Januário circulava pelo mundo com a mesma naturalidade com que disputava campeonatos no Rio de Janeiro. Representa também o reconhecimento internacional que o Vasco conquistou ao longo de sua trajetória centenária.
Hoje, em meio aos desafios do futebol moderno, relembrar essas páginas de história serve como inspiração. O Vasco que enfrentou 33 seleções e venceu 20 vezes é o mesmo clube que segue em busca de glórias — agora em competições nacionais e continentais do presente. A diferença é que aquele passado glorioso continua vivo na memória vascaína, alimentando a certeza de que grandeza não se improvisa: se constrói ao longo de décadas.
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