Vasco enfrentou México em 1958 e soma 33 jogos contra seleções

Cruz-Maltino empatou em 1 a 1 com os mexicanos no Estádio Olímpico Universitário, com gol de Wilson Moreira. História do clube contra seleções nacionais inclui 20 vitórias em 33 confrontos realizados entre 1930 e 2008.

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Muito antes de o futebol de clubes no Brasil se consolidar nos moldes atuais, o Vasco da Gama já escrevia páginas históricas enfrentando seleções nacionais ao redor do mundo. A tradição de excursões internacionais do Cruz-Maltino, que marcou especialmente as décadas de 1950 a 1990, deixou um legado de 33 jogos contra representações de países, com números que refletem a força e o prestígio que o clube carregava além das fronteiras brasileiras.

Um desses capítulos foi escrito em 1958, quando o Vasco desembarcou no México para uma excursão amistosa. O jogo de abertura da turnê aconteceu no Estádio Olímpico Universitário e terminou empatado em 1 a 1, com o gol vascaíno anotado por Wilson Moreira. O confronto marcou o único encontro oficial entre o clube de São Januário e a seleção mexicana, em um período em que essas excursões serviam tanto para fortalecer a imagem internacional dos clubes quanto para gerar receita em tempos de calendário esportivo menos estruturado.

A história do Vasco contra seleções nacionais, no entanto, começou bem antes. O primeiro registro data de janeiro de 1930, quando o Cruz-Maltino aplicou uma goleada de 6 a 1 sobre a antiga Iugoslávia — território que hoje corresponde a países como Croácia, Sérvia, Bósnia e Herzegovina, Eslovênia, Macedônia do Norte, Montenegro e Kosovo. Naquela ocasião, Russinho marcou três vezes, enquanto Sant'Anna anotou dois e Mário Mattos completou o placar.

Ao longo das décadas seguintes, o Vasco enfrentou seleções de diferentes continentes. A África foi destino recorrente: Nigéria (três vezes), Camarões (duas vezes), Senegal, Angola, Costa do Marfim, Zaire e Argélia aparecem na lista. A excursão à Índia em 1993 resultou em três jogos consecutivos, com duas vitórias e um empate. O Oriente Médio também figurou no roteiro, com confrontos contra Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

O balanço geral dos 33 jogos contra seleções apresenta 20 vitórias vascaínas, cinco empates e oito derrotas — um aproveitamento que demonstra a competitividade do clube em terreno internacional. Entre os resultados mais expressivos estão a goleada de 7 a 0 sobre a Argélia em 2000 e o 6 a 0 aplicado sobre a Nigéria em 1963.

O último confronto desse tipo aconteceu em janeiro de 2008, durante o Torneio de Dubai. No dia 12 daquele mês, o Vasco venceu os Emirados Árabes Unidos por 1 a 0, com gol de Alan Kardec. O duelo ocorreu em meio à pré-temporada nos Emirados Árabes e integrou uma série de amistosos preparatórios para o ano. Embora Romário estivesse à frente da equipe naquela excursão, o ídolo não saiu do banco e não atuou no confronto.

Esses jogos contra seleções refletem uma época em que os clubes brasileiros, especialmente os mais tradicionais, organizavam turnês internacionais que serviam como vitrine do futebol praticado no país. O Vasco, bicampeão sul-americano em 1948 e detentor de elencos de altíssimo nível técnico em diferentes momentos, era um dos protagonistas dessas excursões. Hoje, com calendários mais apertados e regulamentações mais rígidas, esse tipo de confronto praticamente desapareceu do cenário do futebol.

A lista completa inclui adversários como Alemanha Oriental, União Soviética, Romênia, Israel, Austrália, Dinamarca, Japão, Tailândia, Coreia do Sul, Guatemala e El Salvador, além da Seleção Olímpica do Brasil em 1972. Cada partida carrega consigo o peso de uma era em que o Vasco não apenas representava o Rio de Janeiro ou o Brasil, mas levava o nome do clube cruzmaltino a países distantes, consolidando uma trajetória internacional que poucos clubes do continente podem reivindicar com a mesma amplitude.

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Publicado em 11 de junho de 2026

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