Vasco entra com novo agravo, pede redistribuição urgente e torcedores preparam mais 9 ações pelo Maracanã

Vasco entra com novo agravo, pede redistribuição urgente e torcedores preparam mais 9 ações pelo Maracanã

O Vasco apresentou nesta sexta-feira um agravo interno no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contra a decisão que negou a liberação do Maracanã para o jogo contra o Boca Juniors, marcado para 20 de outubro pela semifinal da Copa Sul-Americana. O clube pede urgência na redistribuição do processo, já que o desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita, que negou o pedido em 6 de outubro, entrou de férias um dia após a decisão e só retorna em 19 de outubro — véspera da partida. O prazo da Conmebol para indicação do estádio termina neste sábado, dia 10.

O Vasco solicita providências à Presidência da 23ª Câmara de Direito Privado invocando o artigo 83, §1º do Regimento Interno do TJRJ, que permite a redistribuição interna de processos urgentes após três dias de afastamento do relator. O clube também pede julgamento colegiado imediato, sustentando que os documentos e elementos apresentados no processo não foram devidamente considerados na decisão que indeferiu o pedido. Caso não haja reconsideração, o agravo interno deve ser submetido ao colegiado da 23ª Câmara. O Vasco argumenta que esperar até 19 de outubro tornaria inútil uma eventual decisão favorável, diante do prazo estabelecido pela Conmebol.

Paralelamente à movimentação oficial do clube, torcedores vascaínos intensificam a pressão judicial. Em publicação no X, o perfil Atenção, Vascaínos! (@AVascainos) informou que o advogado Roberto do Canto, que entrou com uma nova ação na manhã desta sexta-feira ao lado de Fábio Henrique Barbosa, revelou ter mais nove colegas advogados com ações prontas para serem protocoladas. "Queremos mostrar a importância da liminar pois a não liberação do Maracanã para este jogo causará dano significativo que não tem como reparar. Temos engatilhados, se preciso for, mais 9 colegas advogados ações prontas. Alguns entrarão como terceiros interessados nos processos que não forem extintos sem resolução do mérito", afirmou Roberto do Canto.

Enquanto isso, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro oficiou o Vasco para se manifestar sobre os argumentos apresentados pelo consórcio Maracanã em resposta à sugestão da Procuradoria-Geral de Justiça de que o Governo do Estado intervenha para liberar o estádio. A concessionária Fla-Flu Serviços apresentou ao MP justificativas pela não liberação do Maracanã centradas na questão do gramado, e o clube tem até o fim desta sexta-feira para responder. O procurador-geral encaminhou ao governador Ricardo Couto a recomendação pela intervenção, e Couto deve dar uma resposta até este sábado. Caso não haja interferência do poder público, o jogo deve acontecer no Nilton Santos.

O jornalista Gustavo Tutinha (@gustavotutinha), em publicação no X, criticou a falta de novas movimentações judiciais por parte do Vasco desde terça-feira, apesar das declarações contrárias ao gramado do Engenhão após a vitória sobre o Botafogo. O clube teve sucessivas derrotas na Justiça até agora: primeiro em uma ação popular de um sócio, depois em uma ação cível que foi suspensa, e por último no recurso em segunda instância negado pelo desembargador. A corrida contra o relógio se intensifica, com o prazo da Conmebol expirando neste sábado e todas as instâncias — judicial, ministerial e governamental — ainda sem definição sobre o palco da semifinal.

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Por Redação Expresso98 · Publicado em 09 de outubro de 2026

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