Vasco estuda proposta por Cavani, livre após rescisão no Boca
Centroavante uruguaio de 39 anos rescindiu com o Boca Juniors e entrou no radar de São Januário. Diretoria avalia viabilidade financeira e condição física do artilheiro, que passou por cirurgia lombar e tem prazo de recuperação.

O mercado argentino acendeu uma possibilidade concreta nos bastidores de São Januário. Edinson Cavani rescindiu amigavelmente seu contrato com o Boca Juniors e está livre para assinar com qualquer clube, segundo informações do canal TYC Sports. Diante da oportunidade, a diretoria liderada pelo presidente Pedrinho estuda formalizar uma proposta oficial para trazer o centroavante uruguaio ao futebol brasileiro neste segundo semestre de 2026.
A busca por um camisa 9 de peso ganhou urgência devido ao rendimento insatisfatório do setor ofensivo vascaíno. O comando técnico insiste na contratação de um finalizador experiente, uma vez que os atacantes disponíveis no elenco não conseguiram emplacar sequência positiva de atuações. Livre no mercado, Cavani surge como alternativa viável: a diretoria precisaria negociar apenas salários mensais e luvas de assinatura, sem custos de aquisição de direitos econômicos.
Ajanela de transferências internacional permite movimentações até setembro, o que dá margem temporal para o Vasco estruturar uma investida. A idade avançada do atleta — 39 anos — é compensada pela experiência internacional e pela bagagem técnica acumulada em grandes clubes europeus e na seleção uruguaia. A comissão diretiva projeta que o veterano poderia exercer função tática semelhante ao papel desempenhado anteriormente por Vegetti, outro argentino que marcou época recente em São Januário.
A saída de Vegetti no início deste ano é tratada nos bastidores como erro estratégico grave por alguns conselheiros. O atacante segue tendo bons momentos com a camisa do Cerro Porteño na disputa da Copa Libertadores, e sua ausência deixou lacuna de liderança no vestiário. A eventual chegada de Cavani serviria como resposta imediata aos torcedores e preencheria esse vazio tanto em campo quanto no aspecto motivacional do grupo comandado por Renato Gaúcho.
No aspecto financeiro, os vencimentos anuais do uruguaio em Buenos Aires ficavam estimados entre 2 milhões e 2,7 milhões de dólares — algo em torno de R$ 11 milhões a R$ 15 milhões por ano. Esse patamar salarial é considerado compatível com a atual realidade orçamentária de São Januário, especialmente porque as negociações com o empresário Marcos Lamacchia para a venda definitiva das ações da SAF seguem travadas nos tribunais. Sem previsão de grandes aportes financeiros imediatos, fechar com atletas sem contrato tornou-se a principal estratégia do clube.
O único fator que acende sinal de alerta severo no comitê médico vascaíno está diretamente ligado à condição física do goleador. Ao longo de toda a temporada de 2026, Cavani entrou em campo em apenas duas oportunidades oficiais, tendo sua última partida registrada em 20 de fevereiro, no empate contra o Racing. O atleta passou recentemente por cirurgia complexa para corrigir problema lombar crônico e tem prazo estimado de recuperação de um mês e meio para retornar aos gramados.
Conforme apontado pelo jornalista Germán García Grova, o uruguaio não planeja se aposentar e busca projeto competitivo para demonstrar que ainda possui faro de gol. O histórico recente de lesões e a baixa minutagem em 2026 exigem avaliação criteriosa do departamento médico antes de qualquer avanço concreto nas tratativas.
Vale lembrar que o nome de Cavani já havia sido fortemente especulado em São Januário em 2023, pouco antes de sua ida para a Argentina. Na ocasião, a diretoria vascaína acabou fechando com Vegetti, que se tornou peça fundamental e ajudou a salvar a equipe do rebaixamento no Campeonato Brasileiro daquele ano. Três anos depois, o cenário se repete com contornos diferentes: o uruguaio está disponível, o Vasco precisa de reforço ofensivo e a janela está aberta.
Nascido em Salto, Edinson Cavani é um dos maiores goleadores do futebol mundial no século XXI. Revelado profissionalmente pelo Danubio, do Uruguai, o artilheiro migrou cedo para a Europa, onde iniciou sua trajetória de sucesso defendendo o Palermo. Seu nome ganhou projeção global com a camisa do Napoli, clube italiano pelo qual empilhou gols e conquistou o título da Copa da Itália, consolidando-se como um dos atacantes mais letais do planeta.
Sua consagração definitiva aconteceu no Paris Saint-Germain, onde se transformou em um dos maiores artilheiros da história da equipe francesa, com conquista de dezenas de taças nacionais. Após passagens expressivas pelo Manchester United e pelo Valencia, o veterano retornou à América do Sul para vestir a camisa do Boca Juniors, clube onde permaneceu até rescindir seu vínculo recentemente neste ano de 2026.
Pela seleção uruguaia, o craque disputou quatro edições da Copa do Mundo e conquistou a Copa América de 2011, acumulando bagagem internacional que o comitê técnico vascaíno enxerga como diferencial necessário para liderar o ataque no Campeonato Brasileiro. A movimentação ainda está em fase exploratória, mas a janela de oportunidade está aberta — e o torcedor vascaíno aguarda ansioso por novidades concretas nas próximas semanas.
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