Vasco fecha primeiro turno com 20 pontos, pior que rebaixamentos de 2013 e 2020

O Vasco encerrou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2026 na 17ª colocação, com 20 pontos, após a derrota por 1 a 0 para o Vitória na 19ª rodada. A campanha acende o alerta ao se mostrar inferior a duas das quatro vezes em que o clube foi rebaixado na era dos pontos corridos.
Em 2013, o Vasco tinha 24 pontos ao fim do primeiro turno e ocupava a 13ª posição — naquele ano, terminaria em 18º, com 44 pontos. Em 2020, a equipe somou 21 pontos e estava em 15º lugar no fim do turno, mas acabaria rebaixada em 17º, com 41 pontos. A atual pontuação só supera os rebaixamentos de 2008 (19 pontos) e 2015 (13 pontos), ambos também com o clube dentro do Z-4 ao término da primeira metade da competição.
Contabilizando todas as edições desde 2006, quando o Brasileirão passou a ter o formato atual com 20 clubes, a campanha de 2026 é a quinta pior da história do Vasco. Apenas em 2023 (16 pontos), 2025 (19 pontos), 2008 (19 pontos) e 2015 (13 pontos) o clube havia fechado o turno com menos de 20 pontos. A distância para o 16º lugar é de apenas um ponto.
Um fator que agrava a situação vascaína é a quantidade de gols sofridos por falhas individuais. Segundo números do Gato Mestre, do ge, o Vasco é o time que mais cedeu gols no Brasileirão a partir de erros individuais — nove ao todo. O último deles ocorreu justamente na derrota para o Vitória, quando o gol de Renato Kayzer nasceu de uma roubada de bola em Barros na entrada da área, em erro de saída de bola.
Os erros foram cometidos por Léo Jardim (três vezes), Lucas Piton, Hugo Moura, Robert Renan, Cuiabano, Saldivia e Barros (uma vez cada). Depois do Vasco, Botafogo, com seis erros, e Remo, com cinco, acompanham os líderes de erros individuais no Brasileirão.
A derrota no último jogo do turno marcou a estreia de Pedro Emanuel como treinador do Vasco. O clube volta aos gramados na próxima quarta-feira para enfrentar o Independiente Medellín, na Colômbia, no jogo de ida da segunda fase da Copa Sul-Americana. Pelo Campeonato Brasileiro, o próximo jogo ocorrerá no sábado, contra o Mirassol, às 20h30, em São Januário.
## Análise Expresso98
O Vasco encerrou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2026 na 17ª colocação, com apenas 20 pontos — a quinta pior campanha da história do clube desde 2006, quando o Brasileirão adotou o formato atual de 20 clubes. A pontuação só não é mais preocupante do que os desastrosos 13 pontos de 2015, os 16 de 2023 e os 19 de 2008 e 2025. Mais grave: em duas das quatro quedas à Série B na era dos pontos corridos, o Cruzmaltino tinha mais pontos nesta altura — 24 em 2013 e 21 em 2020. A estreia de Pedro Emanuel, com derrota por 1 a 0 para o Vitória após apenas três dias de trabalho no CT Moacyr Barbosa, marca a terceira troca de técnico na temporada (Fernando Diniz começou o ano, Renato Gaúcho foi demitido em junho). A distância para o 16º lugar é de um único ponto, e o clube está dentro da zona de rebaixamento.
O técnico português chega com currículo de passagens no futebol europeu e asiático, tendo aberto mão de proposta milionária na Arábia Saudita para aceitar o projeto vascaíno — uma demonstração de comprometimento que pode, em tese, trazer uma metodologia de trabalho mais estruturada. A comissão técnica completa está regularizada no BID com contratos até dezembro de 2027, e Pedro Emanuel trabalha na comunicação de reforços com o departamento de futebol, ainda que sem compartilhar detalhes publicamente. O calendário oferece uma semana para treinar antes do próximo compromisso pelo Brasileirão, contra o Mirassol no sábado, em São Januário.
O cenário, porém, é alarmante. O Vasco é o time que mais cedeu gols no Brasileirão a partir de erros individuais — nove ao todo, cometidos por sete jogadores diferentes (Léo Jardim lidera com três falhas, seguido por Lucas Piton, Hugo Moura, Robert Renan, Cuiabano, Saldivia e Barros). O último deles custou a estreia de Pedro Emanuel, quando Barros perdeu a bola na entrada da área e permitiu o gol de Renato Kayzer. A campanha inferior aos rebaixamentos de 2013 e 2020 evidencia que a queda à Série B não é mais uma hipótese remota, mas um risco concreto e presente. Pedro Emanuel assume com menos de uma semana para conhecer o elenco, num momento em que qualquer tropeço pode aprofundar a crise — e o clube ainda terá compromisso pela Copa Sul-Americana na quarta-feira, na Colômbia, contra o Independiente Medellín, dividindo ainda mais as atenções e energias num momento em que o foco deveria estar inteiramente na sobrevivência na elite nacional.
A leitura é de emergência real. O Vasco vive sua quinta pior campanha de turno desde 2006 e está em situação mais frágil do que em dois dos quatro rebaixamentos sofridos na era dos pontos corridos. A fragilidade individual — nove gols cedidos por erros primários, espalhados por sete atletas diferentes — mostra um elenco mentalmente abalado e tecnicamente vulnerável. Pedro Emanuel terá pouquíssimo tempo para corrigir falhas estruturais que atravessaram três comandos técnicos diferentes na mesma temporada. O calendário duplo (Sul-Americana e Brasileirão) e a margem de apenas um ponto para o 16º lugar tornam a reação não apenas urgente, mas vital: qualquer novo tropeço pode consolidar o Gigante da Colina na zona de rebaixamento e enterrar de vez a confiança de um elenco que já dá sinais claros de fragilidade mental. O segundo turno precisará ser quase perfeito — e, diante do que se viu até aqui, é difícil enxergar de onde virá essa reação.
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