Vasco liderou Seleção nas cinco primeiras Copas do Mundo
Levantamento do Globo revela: entre 1930 e 1950, nenhum clube brasileiro contribuiu mais para a Seleção do que o Gigante da Colina. Ademir, Barbosa, Friaça e outros fizeram de São Januário a casa da amarelinha antes de Pelé e Garrincha.

'O Vasco de 1950 teria sido o Expresso da Vitória, e da vitória do Brasil: a base daquele time acabaria eternizada junto com o título mundial', afirmou Paulo Vinícius Coelho, o PVC, jornalista do UOL e da Paramount, ao comentar levantamento histórico publicado pelo Globo.
A frase resume uma verdade escondida pelo trauma do Maracanazo: antes do Santos de Pelé, antes do Botafogo de Garrincha, o Vasco da Gama praticamente vestia a camisa amarela junto com o Brasil.
Segundo ranking criado pelo Globo para medir quais clubes mais contribuíram para a Seleção em Copas do Mundo, o time de São Januário lidera isolado o período entre 1930 e 1950 — as cinco primeiras edições do torneio. A metodologia atribuiu pontos por convocações, partidas disputadas, gols marcados e formação de jogadores.
Na Copa de 1950, a Seleção tinha forte sotaque cruz-maltino. Ademir Menezes foi artilheiro do Mundial com nove gols. Barbosa, Danilo Alvim, Augusto e Friaça completavam uma espinha dorsal vascaína que fazia do clube quase uma representação oficial do futebol brasileiro.
O Rio de Janeiro, então capital federal e sede da CBD (antiga CBF), monopolizava as convocações. Mas mesmo entre os cariocas, o Vasco se destacava, seguido por Botafogo e Flamengo.
A derrota na final de 1950 acabou apagando parte da dimensão daquela geração histórica. Se o Brasil tivesse vencido o Uruguai, aquela base vascaína provavelmente ocuparia no imaginário popular o mesmo lugar reservado aos times lendários que viriam depois.
Entre 1930 e 1950, um clube ensinou a Seleção Brasileira a ocupar seu lugar no mundo. E esse clube nasceu em São Januário.
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