Vasco na lanterna, Inter, Grêmio e Santos empatados: cinco das oito quartas brigam contra o Z4

A Copa do Brasil conheceu nesta semana os oito clubes classificados para as quartas de final. Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, Vasco e Vitória seguem na disputa pelo título e aguardam o sorteio da CBF, que definirá os confrontos da próxima fase na terça-feira, às 11h, na sede da entidade em Teresópolis.
Entre os oito melhores da Copa do Brasil, cinco deles brigam contra o Z4 do Campeonato Brasileiro. O pior colocado é o Vasco, que ocupa o 18º lugar, com 21 pontos conquistados. Logo acima estão Grêmio, Internacional e Santos, em 17º, 16º e 15º lugares, respectivamente, todos empatados com 22 pontos. O Vitória ocupa a 13ª posição, somando 26 pontos.
O melhor colocado entre os classificados é o Palmeiras, que lidera a tabela nacional com 47 pontos conquistados, oito a mais que o vice-líder Flamengo, que se despediu da Copa do Brasil ainda na terceira fase. Além do Palmeiras, apenas Cruzeiro e Atlético-MG aparecem na primeira metade da tabela do Brasileirão. A Raposa, que passou pela Chapecoense, ocupa a sétima colocação com 30 pontos, enquanto o Galo, que eliminou o Juventude, está em décimo lugar com 28.
Segundo o ge.globo, o maior atrativo dos confrontos de mata-mata é que mesmo jogos tecnicamente pobres têm potencial para se transformar em epopeias. O Inter, apesar da derrota por 2 a 1 para o Corinthians em Itaquera, classificou-se com a vantagem construída no jogo de ida. O time de Paulo Pezzolano armou um ferrolho defensivo e levou a estratégia às últimas consequências, encerrando a partida com uma das formações mais improvisadas da história.
O Vitória fez uma apresentação estrondosa ao vencer o Athletico-PR por 4 a 0 no Barradão. Sob o comando de Renê, autor de dois gols, o Rubro-Negro deixou a equipe paranaense transformada em farelo. O técnico Jair Ventura fugiu dos seus preceitos para estruturar um time com vocação ofensiva, e o fator local do Vitória mostrou-se decisivo — o Barradão é descrito pelo ge.globo como uma espécie de cemitério de elefantes do futebol brasileiro, onde os grandes tombam com frequência.
Entre os oito classificados, o Santos foi aquele que mais deixou a desejar em termos de desempenho, segundo o ge.globo — mesmo jogando com um a mais durante grande parte do jogo de volta, sofreu para derrubar o Remo. O Atlético-MG, treinado por Eduardo Domínguez, é descrito como a maior incógnita das quartas de final, dando a impressão de que pode eliminar qualquer adversário ou cair diante de qualquer um com as mesmas probabilidades.
Apesar de aparecer como possível favorito, o Palmeiras mantém o alerta ligado entre os possíveis adversários das quartas de final. Responsáveis pelas únicas derrotas do Verdão no Campeonato Brasileiro, Atlético-MG e Vasco seguem vivos na Copa do Brasil e podem cruzar o caminho do time de Abel Ferreira na próxima fase. O sorteio também definirá os mandos de campo dos confrontos.
## Análise Expresso98
A Copa do Brasil conheceu seus oito classificados para as quartas de final, e o Vasco está entre eles — mas o cenário geral expõe uma fragilidade evidente: cinco dos oito clubes que seguem vivos na competição brigam contra o rebaixamento no Brasileirão, e o Cruzmaltino aparece como o pior colocado do grupo, ocupando a lanterna (18º lugar, com 21 pontos). Grêmio, Internacional e Santos, empatados com 22 pontos, estão logo acima, todos ainda dentro da zona de descenso ou nas suas imediações. O sorteio desta terça-feira, às 11h, em Teresópolis, definirá os confrontos e os mandos de campo da próxima fase, e o Vasco sabe que pode enfrentar desde o líder Palmeiras — que já derrotou o Cruz-Maltino no Brasileirão — até adversários igualmente irregulares como o próprio Galo mineiro, descrito como a maior incógnita das quartas.
A favor do Vasco pesa o fato de ter chegado até aqui em meio à transição de comando técnico e à reformulação de comportamento tático sob Pedro Emanuel, que completou cinco jogos no cargo e tem concentrado as atividades no CT Moacyr Barbosa em posicionamento, balanço defensivo e transição. A classificação às quartas de final da Copa do Brasil mantém viva uma das principais avenidas de título da temporada e de acesso direto à Libertadores de 2027, objetivo institucional inegociável. O técnico português, ídolo e capitão do Porto como defensor, implementou trabalhos específicos de bola parada defensiva e tem atuado de forma próxima ao setor defensivo, sinalizando ajustes estruturais que o calendário apertado ainda não permitiu consolidar plenamente.
O que preocupa, porém, é a combinação explosiva entre a posição na tabela do Brasileirão e a forma recente da equipe: a sequência dos últimos cinco jogos (todas as competições) registra quatro derrotas e apenas um empate. Pedro Emanuel admitiu publicamente que falta serenidade ao time nas decisões ofensivas, especialmente nos últimos 20 metros e dentro da área, e ainda não definiu o centroavante titular — Brenner e Spinelli, contratados no começo do ano, ainda não engrenaram. O técnico trabalha com apenas cinco volantes no elenco e enfrenta dúvidas na parte ofensiva, considerada a principal dor de cabeça desde o retorno da Copa do Mundo. A lanterna do Brasileirão entre os classificados às quartas expõe que o Vasco chega à fase decisiva da Copa do Brasil sem margem de erro no campeonato nacional: qualquer tropeço adicional aprofunda o risco real de descenso.
A leitura do Expresso98 é de que a Copa do Brasil se tornou, neste momento, a principal tábua de salvação institucional do Vasco — não apenas pelo título em si, mas pela classificação direta à Libertadores e pelo alívio financeiro e político que uma campanha longa na competição pode trazer. O sorteio dirá se o caminho será contra um gigante consolidado como o Palmeiras ou contra adversários igualmente instáveis, mas a verdade dura é que o Cruz-Maltino precisa melhorar drasticamente o desempenho para sustentar presença em três frentes com um elenco curto, uma defesa em reconstrução e um ataque que ainda não encontrou a serenidade necessária. Pedro Emanuel herdou um cenário delicado e tem trabalhado os fundamentos, mas o tempo é escasso e a margem, estreita: a classificação às quartas é um respiro, não uma solução.
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