Vasco pede R$ 120 milhões à Justiça — Lamacchia trava até que a venda da SAF ande
O clube estuda solicitar à Justiça autorização para um novo empréstimo DIP de R$ 120 milhões, podendo antecipar o valor de uma só vez. Marcos Lamacchia prefere aguardar o avanço do processo competitivo da SAF.

O Vasco estuda solicitar à Justiça autorização para contratar um novo empréstimo DIP no valor de R$ 120 milhões. A diretoria avalia pedir a antecipação da quantia de uma só vez, em vez das duas parcelas inicialmente previstas. O montante ainda pode ser superior, dependendo das necessidades financeiras que o clube apresentar.
O DIP é uma modalidade de financiamento destinada a empresas em recuperação judicial. O dinheiro seria utilizado para reforçar o fluxo de caixa operacional, manter os pagamentos de jogadores e funcionários, cumprir compromissos com credores e sustentar as obrigações da recuperação judicial. Para o Expresso98, o tamanho do valor e o pedido de antecipação integral sinalizam aperto no caixa: o clube precisa de fôlego agora, e a operação deixa claro que a situação financeira não permite esperar.
Marcos Lamacchia, da Almirante Participações, está ciente da necessidade de novos recursos. No entanto, deseja aguardar o avanço do processo competitivo de venda da SAF antes de viabilizar outro empréstimo. A Almirante é a atual detentora de participação no clube e tem preferência garantida no processo de venda.
O clube, por sua vez, tenta acelerar na Justiça a abertura do edital para a concorrência. Com o processo mais avançado, o pedido do novo DIP poderia ser apresentado em seguida. A estratégia visa sincronizar as duas movimentações: o avanço da venda da SAF e a liberação de recursos para manter a operação. A leitura do Expresso98 é que o imbróglio expõe o nó da transição: Lamacchia trava o DIP até a venda andar, mas a venda depende da Justiça, e o clube não pode parar de pagar conta enquanto espera — o risco é o caixa esvaziar antes que qualquer das duas pontas se resolva.
O Vasco já utilizou empréstimos DIP anteriormente durante o período de recuperação judicial. A modalidade permite que a empresa em recuperação consiga crédito para manter suas atividades enquanto reestrutura as dívidas. O novo pedido reflete a necessidade de capital de giro em meio ao processo de transição societária.
A situação financeira do clube exige atenção. O Vasco ocupa a 18ª posição no Brasileirão, com 22 pontos em 21 jogos — cinco vitórias, sete empates e nove derrotas. No último compromisso pela competição, empatou sem gols com o Bahia, em 9 de agosto. O time volta a campo nesta quarta-feira, 13 de agosto, contra o Olimpia, em São Januário. Vale a leitura de que o momento esportivo agrava o financeiro: a zona de rebaixamento cobra resultado imediato, e resultado imediato cobra elenco competitivo, mas elenco competitivo depende de dinheiro que o clube não tem sem o DIP ou sem a venda da SAF.
O retrospecto recente contra o adversário paraguaio mostra equilíbrio: nos dois confrontos mais recentes, cada equipe venceu um jogo. Em 30 de abril, o Vasco aplicou 3 a 0 em casa. Em 20 de maio, o Olimpia devolveu por 3 a 1, em Assunção.
A venda da SAF é vista como passo fundamental para a reestruturação financeira do clube. A Justiça já destravou a venda de 90% da SAF, e Lamacchia mantém preferência garantida no processo. A abertura do edital para concorrência pública depende de liberação judicial, e o Vasco pressiona pela celeridade. A diretoria liderada por Pedrinho trabalha em duas frentes simultâneas: garantir recursos para o curto prazo e viabilizar a venda da SAF como solução estrutural. O novo DIP seria uma ponte até que a transação se concretize e traga capital definitivo para o clube.
Com informações do NetVasco, que cita X Podcast Cruzmaltino.
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