Vasco protocola agravo para reverter intervenção enquanto processo muda de juiz

O Club de Regatas Vasco da Gama protocolou um Agravo de Instrumento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para tentar suspender a decisão que determinou a intervenção na gestão da Vasco SAF. O recurso pede a retomada da administração pelo clube e alega que a medida judicial provocou grave crise institucional.
No documento, o Vasco solicita efeito suspensivo imediato da decisão e apresenta diversos argumentos. O clube sustenta que a disputa sobre governança deve ser decidida pela arbitragem, e não pela Justiça comum. Entre os pontos destacados estão a renúncia da gestora judicial poucos dias após assumir o cargo e renúncias de integrantes da estrutura administrativa. O Vasco alega ainda paralisação da governança da SAF e prejuízos para a gestão do clube.
Paralelamente, o processo registrou novo desdobramento nesta semana. O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial do TJRJ, declarou impedimento para atuar na tutela cautelar ajuizada pela 777 Carioca LLC contra o CRVG e a Vasco SAF. Na decisão, o magistrado citou o artigo 144, inciso V, do CPC/2015 como fundamento.
Como o juiz também responde pela 5ª Vara Empresarial, que é a vara substituta da 4ª, o processo foi encaminhado para a 6ª Vara Empresarial, onde passará a ter um novo juiz responsável. Segundo o Podcast Cruzmaltino, esta decisão não analisa o mérito da ação, não concede e não nega qualquer pedido da 777, tratando apenas da definição do magistrado competente para conduzir o processo.
Agora, caberá ao Tribunal analisar o pedido do Vasco no agravo e decidir se mantém ou suspende a intervenção enquanto o recurso é julgado. Simultaneamente, o juiz da 6ª Vara Empresarial decidirá os próximos passos da ação, incluindo a análise de eventual pedido liminar.
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