Vasco recusa Iheanacho, ex-City de Guardiola: nome não agradou
O atacante nigeriano de 29 anos, que hoje defende o Celtic e trabalhou com Pep no Manchester City, foi oferecido ao clube. A diretoria analisou, mas optou por não avançar. O que faltou no currículo europeu para convencer São Januário?

Será que o sobrenome pesou pouco ou o perfil realmente não encaixa? O Vasco recebeu nos últimos dias a oferta de um atacante com passagem por Manchester City, Leicester, Sevilla e Celtic — clubes que, convenhamos, não figuram na lista de times nanicas do futebol mundial. O nome? Kelechi Iheanacho, centroavante nigeriano de 29 anos que chegou a trabalhar sob o comando de Pep Guardiola na Inglaterra e que hoje defende o Celtic, da Escócia.
Segundo informações do canal Atenção Vascaínos, a possibilidade foi colocada na mesa da diretoria cruzmaltina, analisada pelo departamento de futebol e, bem, não passou no crivo interno. O entendimento foi claro: o atleta não se encaixa no perfil buscado pelo Vasco neste momento. As conversas não avançaram.
Agora, a pergunta que fica é: o que exatamente faltou? Iheanacho não é um desconhecido. Ganhou projeção internacional quando surgiu no Manchester City, onde foi tratado como promessa ofensiva interessante no futebol inglês. Trabalhou diretamente com Guardiola, nome que dispensa apresentações. Depois, viveu sua fase mais estável no Leicester, clube em que conseguiu maior sequência e participou de campanhas relevantes em competições nacionais. Passou ainda pelo Sevilla antes de desembarcar no Celtic, onde atua atualmente.
O currículo é robusto. A experiência em grandes centros do futebol europeu está lá. Mas, aparentemente, experiência e nome não bastam quando o Vasco define o que precisa para brigar pela parte de cima da tabela. E isso, convenhamos, é um sinal interessante: mostra que a diretoria está trabalhando com critérios definidos, não apenas aceitando qualquer oportunidade que bate à porta só porque o sobrenome soa bem.
A busca por reforços segue movimentando os bastidores de São Januário. O clube continua recebendo diferentes oportunidades de mercado, analisando nomes, pesando prós e contras. O movimento é natural nesta altura da temporada, especialmente quando o objetivo é montar um elenco competitivo para disputar posições de destaque.
O caso Iheanacho ilustra bem como funciona esse processo: nem todo nome conhecido é o nome certo. Nem toda trajetória europeia é sinônimo de encaixe tático ou perfil adequado ao que o Vasco precisa agora. O departamento de futebol precisa olhar para características específicas, para o momento do atleta, para a adaptabilidade ao futebol brasileiro e, claro, para o custo-benefício da operação.
Aos 29 anos, Iheanacho está em fase teoricamente madura da carreira. Não é mais a promessa do City, mas também não é um veterano em fim de ciclo. É um atleta que acumulou quilometragem relevante no futebol europeu ao longo da última década, passou por ligas competitivas, conhece ambientes de alta pressão. Mas, pelo visto, não é o que o Vasco quer agora.
E o clube segue monitorando outras alternativas disponíveis no mercado. A janela de transferências continua aberta, as conversas seguem acontecendo, e a expectativa é que novos nomes surjam nos próximos dias. A diferença é que, agora, o torcedor sabe: a diretoria está filtrando, está sendo criteriosa, está dizendo não quando precisa dizer não.
Iheanacho volta para a Escócia sem vestir a cruz de malta. O Vasco segue sua busca por reforços que realmente façam sentido dentro do projeto traçado para a temporada. E, quem sabe, em breve, um nome que realmente agrade bata à porta de São Januário — e desta vez, as conversas evoluam.
Comentários
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!