Vasco revela que intervenção judicial frustrou contratação de Gabriel Pec

Vasco revela que intervenção judicial frustrou contratação de Gabriel Pec

O Vasco protocolou, no fim da noite desta segunda-feira, um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para tentar a suspensão imediata da intervenção judicial na SAF. De acordo com o documento, a decisão trouxe efeitos concretos na busca por jogadores em plena janela de transferências e frustrou a repatriação de Gabriel Pec, acertado com o Cruzeiro.

O atacante de 25 anos estava no LA Galaxy, dos Estados Unidos, e desembarcou no domingo para finalizar os últimos trâmites e assinar com o time mineiro. No recurso, o Vasco cita que o vácuo de governança frustrou a contratação. "Os efeitos concretos já se materializam. Em plena janela de transferências, noticiou-se a frustração de contratação em razão da ausência de quem pudesse validamente deliberar e obrigar a Companhia. É o caso da repatriação do atacante Gabriel Pec — atleta revelado pelo Vasco, cujo retorno vinha sendo publicamente tratado —, frustrada em meio ao vácuo de governança: em 02.07.2026 noticiou-se o acerto do jogador com o Cruzeiro, em operação da ordem de US$ 12 milhões", afirma o documento.

Cria das categorias de base do Vasco, Gabriel Pec será anunciado em breve pelo Cruzeiro. O clube carioca manteve 30% dos direitos do jogador, quando concluiu a venda ao LA Galaxy em 2024. O Cruzeiro desembolsará cerca de 12 milhões de dólares, aproximadamente R$ 63 milhões, ao LA Galaxy. Dessa maneira, o Vasco terá direito a cerca de R$ 18,9 milhões do valor da negociação, além de 4,5% do mecanismo de solidariedade por ser o clube formador. Ao todo, a transferência renderá cerca de R$ 21,7 milhões.

O clube busca reverter a decisão que afastou Pedrinho e outros dois membros do Conselho de Administração da SAF e instituiu uma intervenção judicial no clube, em decisão proferida pela 4ª Vara Empresarial no último dia 22 de junho. A medida ocorreu uma semana após a renúncia de Samantha Mendes Longo do cargo de interventora da SAF do Vasco. A gestora passou somente seis dias na posição e alegou problemas na segurança pessoal para renunciar.

No agravo, o Vasco cita que a medida acabou provocando uma "paralisia estrutural da governança", justamente o oposto do objetivo declarado de fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização da empresa. Na petição, o clube afirma que a intervenção inviabilizou o funcionamento do Conselho de Administração. Segundo o documento, com o afastamento de três conselheiros restou apenas um membro em exercício, sem quórum para deliberações.

Na terça-feira, o desembargador Eduardo Abreu Biondi, da 15ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, não analisou o mérito do recurso do Vasco. A decisão apenas reconhece que a 20ª Câmara de Direito Privado é a competente para julgar o caso, por já ter apreciado recursos relacionados ao mesmo conflito. O processo será redistribuído para a 20ª Câmara, que decidirá se mantém, modifica ou derruba a liminar. Paralelamente, a 777 Carioca peticionou no agravo de instrumento requerendo redistribuição para a câmara preventa e prazo para impugnar o pedido liminar de efeito suspensivo.

O desembargador Eduardo Abreu Biondi lamentou em sua decisão que o Vasco "permita que sua história seja continuamente escrita nos tribunais". Segundo o NetVasco, a diretoria do Vasco vive grande expectativa pela queda da liminar que afastou o presidente Pedrinho e outros membros do Conselho de Administração da SAF.

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Publicado em 08 de julho de 2026

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