Vasco segue sem técnico a 10 dias do retorno e acumula frustrações
A dez dias do confronto com o Vitória, o Cruz-Maltino permanece sem definição sobre o comando técnico. Instabilidade jurídica e impasses financeiros atravancam a busca que já acumula negociações frustradas.

A passagem aérea estava emitida, o acordo verbal fechado, e a sensação de alívio finalmente tomava conta da diretoria vascaína. Mas bastou um impasse de última hora sobre a forma de pagamento da multa rescisória ao Coritiba para que tudo desmoronasse. Fernando Seabra, que já se preparava para desembarcar no Rio de Janeiro, viu a negociação com o Vasco naufragar.
O episódio resume o momento do clube: a dez dias do retorno ao Campeonato Brasileiro, marcado para o dia 16 contra o Vitória, no Barradão, pela 19ª rodada, o Vasco segue sem técnico. A indefinição arrasta-se desde a saída de Renato Gaúcho, consumada no último dia 18 de junho, e já acumula capítulos de frustração.
A equipe ocupa a 17ª posição na tabela, com 20 pontos, dentro da zona de rebaixamento. A urgência é evidente, mas a solução não aparece. A busca esbarra em dois obstáculos centrais: a instabilidade jurídica do clube, com o afastamento de Pedrinho do comando da SAF, e a dificuldade de encontrar um nome disponível que atenda às condições financeiras e aceite o cenário delicado.
Muitos nomes estrangeiros foram consultados ao longo das últimas semanas, sem avanços concretos. A diretoria então voltou os olhos para o mercado nacional e apostou inicialmente em Franclim Carvalho, técnico do Botafogo. As conversas, porém, não evoluíram após a decisão judicial que afastou Pedrinho.
Com Franclim fora do radar, a direção vascaína elegeu Fernando Seabra como alvo prioritário. O técnico do Coritiba entrou em acordo com o Vasco, mas o desfecho frustrante deixou a sensação de que a solução, enfim próxima, havia escapado novamente.
De volta ao mercado, o clube trata a questão com urgência, mas enfrenta desconfiança. Enquanto a venda da SAF não se conclui, o orçamento permanece bastante limitado. A ausência de Pedrinho no comando interno e a instabilidade institucional afastam candidatos em potencial.
Houve consulta recente por Jair Ventura, técnico do Vitória, mas as conversas não evoluíram até o momento. O Vasco também sondou as condições de novos técnicos estrangeiros, ampliando o leque de possibilidades.
A pausa para a Copa do Brasil, que deveria servir como janela de reorganização, está sendo desperdiçada. O tempo encurta, a pressão cresce, e o Vasco permanece em busca de um nome que aceite liderar o clube em meio ao cenário mais turbulento dos últimos anos. O retorno ao calendário se aproxima, e a torcida aguarda, entre a expectativa e a preocupação, uma definição que tarda a chegar.
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