Vasco sente ausência de Thiago Mendes em números e recebe sondagem por Cauan Barros

O Vasco enfrenta o Fluminense neste sábado, no Maracanã, pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil, sem seu capitão Thiago Mendes. O volante cumprirá suspensão automática após expulsão no duelo contra o Paysandu, na fase anterior, e sua ausência representa impacto considerável nos números da equipe.
Desde que assumiu a titularidade na partida contra o Internacional pela 36ª rodada do Brasileirão 2025, quando Fernando Diniz o colocou entre os onze iniciais, Thiago Mendes se tornou peça fundamental. Segundo o ge.globo, o meio-campista esteve em campo em 35 dos 46 jogos do Vasco desde novembro.
Com Thiago em campo, o aproveitamento vascaíno alcança 45,7%, com 13 vitórias, nove empates e 13 derrotas. Sem o volante, os números caem para 33,3%, com apenas duas vitórias, cinco empates e quatro derrotas em 11 partidas. Os únicos dois triunfos sem o camisa 23 vieram em jogos da Copa Sul-Americana, quando Renato Gaúcho poupou todo o time titular. Em compromissos de maior exigência, a equipe ainda não venceu sem o capitão.
A produção ofensiva também sofre impacto direto. Com Thiago Mendes, o Vasco marca em média 1,3 gol por jogo e sofre 1,1. Sem ele, a média de gols marcados cai para 1,0 e a de tentos sofridos sobe para 1,8. O volante é o artilheiro da equipe em 2026, com seis gols marcados, consolidando-se como referência técnica dentro e fora de campo.
Para a vaga deixada pelo capitão, o treinador Pedro Emanuel conta com Jair, Ramon Rique e Tchê Tchê como opções. Enquanto isso, outro volante do elenco vascaíno desperta interesse no mercado internacional. Segundo o NetVasco, Cauan Barros foi sondado pelo AEK, da Grécia. De acordo com informações do jornalista Giannis Chorianopoulos, o clube grego procurou o meio-campista tanto em janeiro quanto no início do meio de ano europeu, mas a negociação não avançou. O AEK optou por direcionar seus esforços para outro jogador.
O confronto contra o Fluminense representa o primeiro teste da temporada em que o Vasco precisará superar a ausência estatística de seu capitão em um jogo eliminatório de alto nível. A partida de volta das oitavas de final será disputada em data posterior.
## Análise Expresso98
O Vasco chega para o clássico das oitavas de final da Copa do Brasil enfrentando um problema concreto e mensurável: a ausência de Thiago Mendes. O capitão, suspenso após expulsão contra o Paysandu, deixa um buraco que os números não permitem ignorar. Desde que assumiu a titularidade na partida contra o Internacional pela 36ª rodada do Brasileirão da temporada passada, o volante esteve em campo em 35 dos 46 jogos do clube — e sua presença ou ausência tem impacto direto no aproveitamento da equipe. Com ele em campo, o Vasco vence 45,7% dos jogos; sem ele, apenas 33,3%, e ainda não conquistou nenhuma vitória em compromissos de maior exigência quando o camisa 23 ficou de fora. A produção ofensiva cai de 1,3 para 1,0 gol por jogo, enquanto a defesa sofre mais: de 1,1 para 1,8 gols sofridos por partida. É o tipo de dado que não se inventa — está lá, cru, e cobra resposta.
A favor do Cruzmaltino, o retorno de Jair após dez meses de lesão trouxe duas atuações de bom nível consecutivas, oferecendo a Pedro Emanuel uma opção mais consolidada para o meio-campo. O técnico português tem Ramon Rique e Tchê Tchê também disponíveis, e a partida será disputada no Maracanã, terreno neutro que elimina a vantagem de mando para qualquer um dos lados. O clube vive ainda a expectativa de reforços — a negociação por Nelson Deossa avançou com acordo verbal e garantias apresentadas ao Betis, e o interesse em Luiz Felipe segue no radar, mesmo com as ressalvas sobre o físico do zagueiro. A janela de transferências pode trazer alívio ao elenco, mas não será solução para o desafio imediato.
O que preocupa vai além da estatística de Thiago Mendes. O Vasco está na 18ª posição do Brasileirão, com 21 pontos em 20 jogos e saldo negativo de oito gols — números de zona de rebaixamento. A forma recente é preocupante: cinco derrotas consecutivas considerando todas as competições. Pedro Emanuel reconheceu publicamente que falta serenidade ao time nas decisões nos últimos 20 metros e dentro da área, com muita ansiedade nas finalizações — problema que se agrava justamente quando o jogador responsável por organizar o meio-campo e dar equilíbrio não está disponível. Atletas como Marino Hinestroza, Cuiabano e Nuno Moreira ainda não foram recuperados, e a dependência de um único volante para sustentar números positivos expõe fragilidade estrutural do elenco.
A leitura do Expresso98 é direta: o Vasco terá de provar, pela primeira vez na temporada, que consegue vencer um jogo eliminatório de alto nível sem seu capitão. Os números dizem que não — mas futebol também se joga com ajustes táticos, respostas coletivas e capacidade de adaptação. Pedro Emanuel tem opções no elenco e conhece o problema; resta saber se a equipe consegue traduzir isso em campo. O clássico contra o Fluminense não é apenas uma disputa de vaga — é o teste definitivo para medir se o Vasco de 2026 depende de um homem ou de um sistema. A resposta virá no Maracanã, e ela dirá muito sobre o tamanho real deste elenco.
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