Vasco soma 38 convocados para Copas do Mundo na história

Levantamento do Gato Mestre compilou mais de 12 mil atletas convocados em 23 edições de Mundiais. Barcelona lidera ranking global com 161 jogadores; entre brasileiros, São Paulo aparece em 32º, Botafogo e Flamengo na 40ª posição.

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A Copa do Mundo reúne os maiores talentos do futebol mundial há 23 edições, e um levantamento histórico do Gato Mestre acaba de mapear a presença de clubes nesse palco global. O estudo compilou todos os times dos mais de 12 mil atletas convocados ao longo da história dos Mundiais, revelando um ranking de 1.590 clubes que já tiveram representantes no torneio.

No topo da lista aparece o Barcelona, maior exportador de jogadores para Copas do Mundo: o clube catalão cedeu 161 atletas ao longo das 23 edições, mais do que qualquer outro time do planeta. O recorde do Barça em uma única edição foi em 2022, com 17 convocados. A Copa de 2026 já registra 15 barcelonistas, ficando atrás apenas do Mundial do Catar. Em 2018 foram 14; em 2014 e 2010, 13 cada, assim como em 1998.

A Juventus ocupa o segundo lugar, com 143 atletas convocados na história. Nesta edição de 2026, seis jogadores da Velha Senhora estão em campo: Bremer (Brasil), Francisco Conceição (Portugal), Jonathan David (Canadá), Koopmeiners (Holanda), McKennie (Estados Unidos) e Yildiz (Turquia).

O Real Madrid fecha o pódio com 140 convocados ao longo da história. O recorde do clube espanhol aconteceu na Copa de 2018, quando 15 jogadores foram chamados. Em 2026 são dez, entre eles Vini Jr. (Brasil), Mbappé (França), Bellingham (Inglaterra), Valverde (Uruguai) e Rüdiger (Alemanha).

Logo abaixo do Real Madrid aparece o Bayern de Munique. Os bávaros somam 139 convocados na história das Copas e demonstram força especialmente neste século: 91 convocados desde 2002. A cada edição o clube alemão vem aumentando sua presença no Mundial. Começou com 10 em 2002, manteve-se em 11 nas três edições seguintes, subiu para 14 em 2014 e alcançou 16 em 2022. Na atual edição são 18 nomes, ficando atrás apenas do Manchester City entre os clubes com mais convocados em 2026.

A Internazionale fecha o top-5, com 134 atletas convocados na história. O recorde do clube italiano foi em 2002, com 13 nomes. Em 2026 são sete: Akanji (Suíça), Bonny (Costa do Marfim), Calhanoglu (Turquia), Dumfries (Holanda), Lautaro Martínez (Argentina), Sucic (Croácia) e Thuram (França).

Entre os clubes brasileiros, o São Paulo é o mais bem colocado na lista geral: aparece na 32ª posição com 54 convocados, empatado com Feyenoord e Valencia. O Tricolor Paulista acumula décadas de presença constante nas Copas, com recorde em 1986, quando seis atletas foram chamados.

Botafogo e Flamengo aparecem empatados na 40ª posição, ambos com 50 convocados na história. Os dois clubes cariocas dividem o mesmo número histórico de atletas convocados para Mundiais, mas chegam à Copa de 2026 em situações opostas. O Flamengo é o clube brasileiro com mais convocados no torneio deste ano: nove jogadores, de longe o maior número entre os times do país. Já o Botafogo terá apenas um representante: o volante Danilo Santos, chamado por Carlo Ancelotti para a seleção brasileira.

O Vasco da Gama aparece na 67ª posição do ranking histórico global, empatado com Rangers, Lyon, Slavia Praga, Sparta Praga e Werder Bremen. São 38 atletas cruzmaltinos convocados ao longo das 23 edições de Copas do Mundo, número que coloca o clube entre os 70 times com maior presença no torneio na história.

O Palmeiras vem logo à frente, na 59ª posição, com 39 convocados. O Fluminense aparece na 83ª colocação, ao lado de Pumas e Cruz Azul, com 33 atletas chamados para Mundiais ao longo da história.

O levantamento foi produzido pelo Gato Mestre, formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

Os dados revelam não apenas a força histórica dos grandes clubes europeus na formação de jogadores para seleções, mas também a relevância de times sul-americanos — especialmente brasileiros e argentinos — na construção do elenco das Copas do Mundo ao longo de quase um século de competição.

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Publicado em 04 de junho de 2026

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