Vasco sonda quatro zagueiros no mercado e descarta empréstimo de Hinestroza

Vasco sonda quatro zagueiros no mercado e descarta empréstimo de Hinestroza

O Vasco intensificou a busca por um zagueiro na janela de transferências e entrou em contato com diferentes clubes para sondar quatro nomes: Murilo (Palmeiras), Diego Carlos (Como), Vítor Tormena (Krasnodar) e Gabriel Pereira (Copenhagen). Segundo o ge.globo, o clube carioca busca um defensor destro com bom jogo aéreo para reforçar o sistema defensivo.

Murilo é um jogador admirado pela diretoria vascaína desde o ano passado e foi buscado novamente após o Palmeiras contratar Alexander Barboza. A resposta do Alviverde, porém, foi que o brasileiro não perderá status no elenco, e as negociações pela renovação estão avançadas. Tormena renovou com o Krasnodar há pouco tempo e qualquer saída demandaria o pagamento de uma taxa de transferência significativa, algo que o Vasco não deseja fazer para um atleta de 31 anos. Por isso, o nome do jogador não está mais entre as prioridades.

Diego Carlos pertence ao Fenerbahçe e jogou emprestado ao Como na última temporada. O time italiano não pagou a opção de compra fixada no contrato, mas tem interesse na permanência do atleta por valores menores. Gabriel Pereira, cria do Volta Redonda, está no futebol dinamarquês desde 2024, quando fechou com o Copenhagen por 6 milhões de euros (mais de R$ 30 milhões na cotação da época). O atleta tem contrato até junho de 2029, e o desejo do jogador é dar um salto na carreira, com o estafe trabalhando a possibilidade de saída nesta janela. Uma negociação demandaria investimento financeiro, mas o nome tem aprovação do setor de scout vascaíno.

A postura do Vasco é de esperar o sinal positivo com as negociações de venda da SAF com o empresário Marcos Lamacchia para poder fazer investimentos maiores. A posição por ora é de adotar paciência, já que a janela só fecha em setembro. O treinador Pedro Emanuel afirmou após o jogo contra o Vitória, na quinta-feira, que trabalha na comunicação de reforços com o departamento de futebol, mas preferiu não compartilhar detalhes publicamente.

Enquanto busca reforços, o clube recusou todas as sondagens de empréstimo recebidas pelo atacante Marino Hinestroza nas últimas semanas. O entendimento da diretoria é de que o colombiano precisa de sequência para concluir o processo de adaptação ao futebol brasileiro. O clube acredita que uma saída por empréstimo, especialmente para o exterior, não traria vantagem esportiva nem financeira. Pessoas do departamento de futebol entendem que as comissões técnicas de Diniz e Renato não souberam adaptar bem o jogador, e o diagnóstico é de que há um problema de confiança e de expectativa.

Anunciado em 27 de janeiro, Hinestroza disputou 18 partidas pelo Vasco e foi titular em cinco delas. Apesar do início abaixo das expectativas, a diretoria considera que o investimento ainda pode dar retorno no segundo semestre. Mesmo assim, o clube pretende contratar mais um ponta para aumentar a concorrência em um setor que hoje conta com Andrés Gómez, Nuno Moreira, Adson e o próprio colombiano.

## Análise Expresso98

O Vasco tenta se mexer no mercado em meio a uma janela marcada pela instabilidade: o clube ocupa a 17ª posição no Brasileirão, com 20 pontos em 19 jogos e saldo negativo de oito gols, e vive a expectativa — sem prazo definido — do fechamento da venda da SAF para Marcos Lamacchia. A busca por um zagueiro destro com jogo aéreo ganhou corpo nas últimas semanas, com quatro nomes sondados (Murilo, Diego Carlos, Vítor Tormena e Gabriel Pereira), mas a postura oficial é de "paciência" até que o sinal positivo da negociação chegue. Enquanto isso, o técnico Pedro Emanuel, recém-chegado e com menos de um mês de trabalho, já sinalizou que trabalha na comunicação de reforços com o departamento de futebol, mas sem compartilhar detalhes publicamente. A janela só fecha em setembro, mas o calendário não espera: o próximo compromisso é contra o Independiente Medellin, fora de casa, pela fase eliminatória de um torneio continental.

A favor do Vasco pesa o fato de que os quatro alvos defensivos mapeados são atletas com perfil técnico e experiência — Diego Carlos e Gabriel Pereira têm aprovação do setor de scout, e Murilo já era admirado pela diretoria desde o ano passado. A recusa em emprestar Hinestroza, mesmo diante de sondagens recentes, mostra que o clube mantém convicção no investimento feito em janeiro e acredita que o colombiano ainda pode render no segundo semestre, especialmente sob a nova comissão técnica. O diagnóstico interno é de que Diniz e Renato não souberam adaptar o jogador, o que abre margem para uma reavaliação sob Pedro Emanuel. Além disso, o entendimento de que a janela vai até setembro dá fôlego para aguardar a definição da SAF antes de comprometer o caixa.

Mas o que preocupa é justamente esse jogo de espera. O Vasco vive há quase um mês de negociação com Lamacchia, sem cronograma público para a conclusão do processo, e cada dia de indefinição é um dia a menos para planejar e executar contratações que o elenco precisa agora. Murilo já sinalizou que não deve sair do Palmeiras, que avança na renovação; Tormena renovou recentemente com o Krasnodar e exigiria taxa de transferência considerada incompatível para um atleta de 31 anos; Diego Carlos enfrenta disputa com o Como, que quer mantê-lo por valores menores; e Gabriel Pereira está sob contrato longo (até junho de 2029) com o Copenhagen, o que demanda investimento financeiro robusto. Todos os caminhos esbarram na mesma trava: a necessidade de que a venda da SAF se concretize para liberar caixa. Enquanto isso, o time segue na zona de rebaixamento, com forma recente preocupante (quatro derrotas seguidas antes da vitória sobre o Vitória) e um setor defensivo carente exatamente da peça que a diretoria promete, mas ainda não entregou.

A leitura do Expresso98 é de que o Vasco corre o risco de perder a janela se continuar refém do calendário da SAF. A paciência pode ser virtude em negociações complexas, mas o Brasileirão não perdoa — e a 17ª colocação é um retrato incômodo de um semestre que exigiu troca de técnico, promessas de reforços e um discurso de reconstrução que, até aqui, não saiu do plano das intenções. Sondar quatro zagueiros sem fechar nenhum é movimento de bastidor; o que o torcedor vê é um elenco curto, uma defesa vulnerável e um clube que, mais uma vez, amarra sua capacidade de reação ao desfecho de uma novela institucional. Se a venda de Lamacchia não se concretizar em breve — ou se o Vasco não encontrar alternativas criativas de mercado —, a janela de setembro pode fechar com o Cruzmaltino ainda na mesma posição: olhando para baixo na tabela e esperando o sinal verde que tarda a chegar.

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Publicado em 17 de julho de 2026

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