Vasco tem 49,2% de chance de rebaixamento, aponta UFMG
Levantamento do Departamento de Matemática e Estatística da UFMG coloca o Cruz-Maltino como segundo time com maior risco de queda para a Série B do Brasileirão, atrás apenas da Chapecoense.

O Vasco da Gama aparece com 49,2% de probabilidade de rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, segundo dados do Departamento de Matemática e Estatística da UFMG enviados à Rádio Itatiaia após a conclusão da 20ª rodada neste domingo.
O Cruz-Maltino é o segundo clube com maior risco de queda, atrás apenas da Chapecoense, que tem 98,6% de chance de ser rebaixada. Remo (42,2%) e Santos (41,5%) completam o quarteto mais ameaçado.
A situação do Vasco no Brasileirão é delicada: o time ocupa a 16ª posição com 20 pontos conquistados em 20 jogos, fruto de cinco vitórias, seis empates e nove derrotas. A forma recente é preocupante, com três derrotas consecutivas nas últimas rodadas.
Outras equipes tradicionais também aparecem na zona de risco estatístico. Grêmio e Internacional têm 41,1% e 40,9% de probabilidade de queda, respectivamente. Entre os times de Minas Gerais, o Atlético possui apenas 3,4% de risco, enquanto o Cruzeiro soma 7,5%.
Das quatro equipes mais ameaçadas segundo o levantamento da UFMG, apenas o Remo venceu na 20ª rodada — o time comandado por Léo Condé superou o Vitória por 2 a 0 no Mangueirão.
O cálculo probabilístico considera o desempenho acumulado, a posição na tabela e as projeções matemáticas para as rodadas restantes do campeonato. Com 18 rodadas ainda a disputar, o Vasco precisa reverter urgentemente a tendência negativa para escapar da zona de perigo.
Com informações do NetVasco, que cita Itatiaia.
## Análise Expresso98
O levantamento do Departamento de Matemática da UFMG coloca em números aquilo que os resultados recentes já sinalizavam: o Vasco vive situação delicada no Campeonato Brasileiro. Com 49,2% de probabilidade de rebaixamento, o Cruz-Maltino aparece como o segundo clube mais ameaçado da Série A, à frente apenas da praticamente rebaixada Chapecoense. A 16ª posição na tabela, com 20 pontos em 19 jogos e forma recente de três derrotas consecutivas, materializa um momento que exige atenção máxima e reversão urgente de trajetória.
A favor do clube pesa o fato de ainda restarem 18 rodadas pela frente — tempo matematicamente suficiente para construir a recuperação necessária. A movimentação da diretoria no mercado, com negociações avançadas por peças como Santiago Sosa e Nelson Deossa, sinaliza tentativa de qualificar o elenco para o segundo semestre. O técnico Pedro Emanuel, recém-chegado, ainda não teve tempo hábil para imprimir sua marca no time, e a expectativa natural é de evolução tática e comportamental com a sequência de trabalho no CT Moacyr Barbosa.
No lado oposto, preocupa que o risco estatístico do Vasco seja superior ao de clubes tradicionais que também aparecem ameaçados, como Grêmio (41,1%) e Internacional (40,9%). A sequência de três derrotas evidencia fragilidade que não pode se perpetuar, e o modelo probabilístico considera justamente o desempenho acumulado e a posição na tabela para projetar cenários futuros. A zona de perigo no Brasileirão não perdoa vacilo, e o histórico de 2008 — quando o clube amargou o rebaixamento — serve como alerta de que nenhuma camisa pesa o suficiente para escapar da matemática quando os resultados não aparecem.
A leitura do Expresso98 é de que o número da UFMG não pode ser tratado como sentença, mas tampouco pode ser ignorado. Metade de chance de queda para a Série B é cenário que exige reação imediata em campo, independentemente dos reforços que ainda possam chegar. Pedro Emanuel terá pela frente o desafio de reorganizar um time que perdeu confiança e precisa, antes de qualquer projeção futura, vencer — e vencer com regularidade. O clube que carrega 1898, 1948 e 1998 na sua história sabe que tradição não soma pontos; apenas os 90 minutos de cada rodada decidirão se o segundo semestre será de recuperação ou de luta desesperada contra o rebaixamento.
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