Vasco tem 9ª maior dívida do país: R$ 839 milhões em 2025
Levantamento da Sports Value coloca o Vasco da Gama SAF com endividamento de R$ 839,3 milhões, na 9ª posição entre os TOP 20 clubes brasileiros. Corinthians lidera com R$ 2,4 bilhões.

O Vasco da Gama SAF registrou dívida de R$ 839,3 milhões em 2025, ocupando a 9ª posição no ranking de endividamento entre os TOP 20 clubes do futebol brasileiro. Os dados constam no mais recente estudo da Sports Value, consultoria especializada em finanças do esporte, divulgado nesta semana.
O levantamento, que analisou as finanças dos principais clubes do país, aponta o Corinthians como líder isolado em dívidas: R$ 2,447 bilhões, valor que cai para R$ 1,8 bilhão quando descontado o impacto da Neo Química Arena. Na sequência aparecem Atlético-MG SAF (R$ 2,290 bilhões), Botafogo SAF (R$ 1,571 bilhão), Cruzeiro SAF (R$ 1,153 bilhão) e Palmeiras (R$ 1,150 bilhão — R$ 783 milhões sem a arena).
Logo atrás do Vasco no ranking estão Fluminense (R$ 824,4 milhões), Grêmio (R$ 778,4 milhões) e Flamengo (R$ 472,8 milhões). Internacional (R$ 929,2 milhões), Santos (R$ 890 milhões) e São Paulo (R$ 858,2 milhões) completam o grupo dos dez mais endividados.
O estudo revela que as dívidas consolidadas dos TOP 20 clubes brasileiros atingiram recorde histórico: R$ 16 bilhões em 2025, alta de 16% frente aos R$ 13,8 bilhões de 2024. Quando ajustado pela inflação, o crescimento real foi de 7%.
Por outro lado, o Vasco faturou R$ 570,2 milhões em 2025, ficando na 13ª posição em receitas. O clube apresentou custos com futebol de R$ 622,6 milhões no mesmo período — incluindo salários, custeio operacional e gastos com transferências —, ocupando a 9ª colocação também nesse quesito.
No cenário geral, os TOP 20 clubes bateram recorde de receitas: R$ 15 bilhões em 2025, crescimento de 36% sobre 2024 (ou 25% em termos reais, corrigidos pela inflação). O aumento foi impulsionado por transferências de jogadores (alta de 41%, ultrapassando R$ 4 bilhões pela primeira vez), direitos de TV (alta de 44%, atingindo R$ 4,8 bilhões) e receitas de marketing (alta de 45%, chegando a R$ 3,2 bilhões, fortemente impactadas pelos patrocínios de casas de apostas).
Mesmo com o crescimento nas receitas, os custos com futebol subiram 30% e totalizaram R$ 11,6 bilhões, gerando déficit consolidado de R$ 1,1 bilhão em 2025. Em dois anos, os TOP 20 acumulam perdas de R$ 2,7 bilhões. O estudo alerta que, com juros elevados no Brasil, os clubes deveriam reduzir a alavancagem e usar recursos de forma mais eficiente.
O relatório completo, com 170 páginas, está disponível no site da Sports Value e traz análises detalhadas sobre receitas, custos, lucratividade, dívidas, impacto digital e desafios das SAFs no país.
Comentários
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!