Vasco vai a julgamento no STJD e risco de perda de mando preocupa
O Vasco será julgado nesta quarta-feira no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, referente ao confronto contra o Red Bull Bragantino em maio. Enquadramento no Art. 213 do CBJD pode resultar em multa e perda de mando.

O Vasco da Gama SAF será julgado nesta quarta-feira, às 10h, pela 2ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. A denúncia, registrada no processo nº 0526/2026, refere-se ao jogo contra o Red Bull Bragantino, realizado em 24 de maio pelo Campeonato Brasileiro.
O enquadramento mais grave para o clube cruzmaltino é o artigo 213, inciso III, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Esse dispositivo trata de situações como desordem, invasão de campo ou lançamento de objetos durante a partida — infrações que podem resultar em punições severas, incluindo multa em valores significativos e até perda de mando de campo, dependendo da interpretação dos auditores.
Além do Art. 213, III, o Vasco também foi denunciado com base nos artigos 206 e 191, inciso III, do mesmo código. A combinação de enquadramentos indica que o tribunal avaliará múltiplos aspectos do ocorrido no confronto em São Januário, ampliando o leque de possíveis sanções.
O auditor relator do caso será o Dr. José Luiz Cavalcanti Ferreira de Souza, responsável por conduzir a análise das provas e apresentar o parecer inicial que orientará o voto dos demais membros da comissão disciplinar.
A sessão de julgamento está marcada para as 10h da manhã, e o clube aguarda a decisão com atenção. Caso a punição de perda de mando seja aplicada, o Vasco terá de mandar um ou mais jogos em local neutro ou com portões fechados, cenário que impactaria diretamente a arrecadação e o apoio da torcida em momentos decisivos do Campeonato Brasileiro.
O processo 0526/2026 representa mais um episódio na relação entre clubes brasileiros e o tribunal desportivo, reforçando a importância da gestão de segurança e controle de público nos estádios. O Vasco, que vem buscando consolidação dentro e fora de campo desde a transição para o modelo SAF, agora precisa também administrar as consequências administrativas e disciplinares de incidentes ocorridos em suas praças esportivas.
A defesa cruzmaltina deverá apresentar seus argumentos e eventuais atenuantes durante a sessão. O clube tem direito a recurso em caso de condenação, mas qualquer penalidade aplicada em primeira instância pode gerar efeitos imediatos enquanto tramita a eventual apelação.
O desfecho do julgamento será acompanhado de perto pela diretoria vascaína e pela torcida, que espera que a situação seja resolvida da forma mais branda possível, permitindo ao time manter o foco nas disputas em campo ao longo da temporada.
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