Vasco vai perdendo para Mirassol no intervalo em São Januário

O Vasco da Gama foi para o intervalo perdendo por 1 a 0 para o Mirassol em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro 2026. O gol foi marcado por Igor Formiga aos 29 minutos do primeiro tempo. A partida teve problemas técnicos, com o VAR ficando sem funcionar por alguns minutos durante a etapa inicial, conforme informou o perfil Da Colina no X. O sistema voltou a operar ainda no primeiro tempo.
Segundo dados divulgados pelo perfil Acerj no X, o Vasco teve desempenho superior em posse de bola e finalizações no primeiro tempo. O Cruz-Maltino registrou 64% de posse contra 36% do Mirassol, além de 8 finalizações totais (2 no gol) contra 5 do adversário (2 no gol). Em outros números, o Vasco teve 11 escanteios contra 2 do Mirassol e cometeu 7 faltas, enquanto o time paulista fez 9.
Apesar da vantagem nos números, o desempenho vascaíno foi alvo de cobrança da torcida presente em São Januário. Segundo o jornalista Pedro Cobalea, do Lance, a torcida cantou "Não é mole não, é obrigação ganhar no Caldeirão" durante o intervalo. "Como era de se esperar, Vasco vai para o intervalo sendo cobrado por sua torcida. Desempenho bem ruim do Cruz-Maltino na primeira etapa", escreveu o jornalista.
Antes da partida, São Januário recebeu um show de fogos de artifício, conforme registrado pelo fotógrafo Dikran Sahagian e divulgado pelo perfil oficial do Vasco no Instagram. No Cartola FC, o lateral-esquerdo Cuiabano foi o jogador do Vasco mais escalado pelos participantes, presente em 220.279 times. Pelo Mirassol, Rafael Guanaes liderou as escalações com 57.550 times, segundo dados divulgados pelo perfil oficial do Cartola no X.
O Vasco precisa reverter o placar no segundo tempo para conquistar os três pontos em casa e seguir sua trajetória no Campeonato Brasileiro 2026.
## Análise Expresso98
O Vasco da Gama foi para o vestiário de São Januário ouvindo cobranças da torcida após encerrar o primeiro tempo perdendo por 1 a 0 para o Mirassol, lanterna do Campeonato Brasileiro 2026. O gol de Igor Formiga aos 29 minutos resume a ineficiência do Cruz-Maltino diante de um adversário tecnicamente inferior: apesar de dominar a posse de bola (64% contra 36%), registrar 8 finalizações (2 no gol) contra 5 do Mirassol e abrir vantagem de 11 escanteios contra apenas 2, o time não conseguiu transformar superioridade territorial em resultado. Ocupando a 18ª posição com apenas 20 pontos em 20 jogos e saldo de -9, o Vasco atravessa sequência de quatro derrotas consecutivas — forma LLLLW nos últimos cinco jogos em todas as competições — e vê a pressão crescer sobre Pedro Emanuel logo em sua estreia diante da torcida como técnico do clube.
O volume de jogo produzido pelo Vasco na primeira etapa indica, ao menos, capacidade de chegar ao ataque e criar situações de finalização, ainda que a qualidade tenha deixado a desejar. A ampla vantagem em escanteios (11 contra 2) sinaliza presença ofensiva e posicionamento no campo adversário, enquanto os números de posse demonstram controle da partida do ponto de vista territorial. O espetáculo pirotécnico antes da partida e a escolha de Puma Rodríguez — que recém-completou 150 jogos pelo clube — como capitão buscaram mobilizar São Januário, espaço que historicamente pesa a favor do Cruzmaltino quando o time corresponde em campo.
A ineficiência ofensiva, contudo, segue como problema crônico: criar volume sem transformar chances em gol virou marca registrada deste Vasco, e perder em casa para o lanterna do campeonato expõe a gravidade da situação. A sequência de quatro derrotas consecutivas reflete um time sem confiança, incapaz de sustentar desempenho mesmo quando os números estatísticos apontam superioridade. A ausência de Brenner e Thiago Mendes por gastroenterite viral fragilizou ainda mais um elenco que já convivia com a irregularidade de Johan Rojas e a discreta passagem de Marino Hinestroza, enquanto a exclusão de Saldivia por opção técnica levanta questionamentos sobre critérios num momento em que cada ponto vale ouro na luta contra o rebaixamento. O canto "Não é mole não, é obrigação ganhar no Caldeirão" ecoou no intervalo como símbolo de uma torcida que cobra postura e resultados em São Januário — cobrança mais que justa diante de um desempenho classificado pelo jornalista Pedro Cobalea como "bem ruim".
A realidade é que o Vasco está na zona de rebaixamento, perdendo em casa para o último colocado, e precisa reverter o placar no segundo tempo para não aprofundar ainda mais a crise. Três competições no cenário (Brasileirão, Copa Libertadores e Carioca pela frente), elenco instável, estreia pressionada de Pedro Emanuel e sequência negativa que corrói qualquer confiança: o quadro é preocupante, e apenas a reação imediata na segunda etapa pode evitar que a noite em São Januário se transforme em mais um capítulo amargo de uma temporada que teima em não decolar.
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