Vasco vira a chave e caça reforços brasileiros — limite da CBF fecha a porta para gringos

Dez estrangeiros no elenco e limite de nove por jogo: o Vasco muda o alvo na reta final da janela e concentra força em nomes brasileiros. Bruno Duarte, do Estrela Vermelha, lidera a lista para o ataque; Diego Carlos escapa para o Parma.

bruno duarte estrela vermelha

O Vasco chegou ao fim da janela de transferências com um problema matemático nas costas: são dez estrangeiros no elenco, mas a CBF permite apenas nove em cada lista de relacionados para as competições nacionais. A conta não fecha, e a solução está na mudança de rota — o foco agora é brasileiro.

Com Sosa e Colidio anunciados, o técnico Pedro Emanuel precisa deixar um gringo de fora a cada jogo. Contra o Santos, foi Alan Saldivia quem ficou no banco sem entrar na lista. Além dos dois argentinos recém-chegados, o elenco tem os uruguaios Puma Rodríguez e Saldivia, os colombianos Andrés Gómez, Carlos Cuesta, Johan Rojas e Marino Hinestroza, o português Nuno Moreira e o argentino Spinelli. Dez no total. Para o Expresso98, o acúmulo de estrangeiros criou um gargalo operacional que não existia há duas semanas — cada convocação vira um quebra-cabeça, e alguém tecnicamente apto fica de fora por limite regulatório, não por opção técnica.

A prioridade número um é um camisa 9. O departamento de futebol montou uma lista e as conversas se intensificaram para a contratação de Bruno Duarte, atacante do Estrela Vermelha, da Sérvia. O perfil goleador e o passaporte brasileiro são os dois pontos que pesam a favor — a direção procura alguém que resolva a carência de gols sem engordar ainda mais a lista de estrangeiros. O histórico recente reforça a urgência: o Vasco não marca há três jogos, e Pedro Emanuel já reconheceu publicamente a preocupação com a falta de gols, apesar das chances criadas.

Para a defesa, o Vasco também mira brasileiro. Diego Carlos era o plano A, mas o Parma entrou na frente e avançou com o Fenerbahçe, clube turco que detém os direitos do zagueiro, por um empréstimo. A concorrência italiana ganhou a disputa nos últimos dias.

O clube segue mapeando outras opções e fez contatos com brasileiros que atuam fora do país. Arthur Chaves, do Hoffeinhem, Gabriel Pereira, do Copenhagen, e Luiz Felipe, do Rayo Vallecano, foram alguns dos nomes sondados, mas as conversas ainda não tiveram avanços significativos. A leitura do Expresso98 é que o mercado de brasileiros fora do país exige trânsito rápido e concorrência acirrada — os perfis disponíveis atraem clubes de Europa e América do Sul, e o Vasco compete em desvantagem se a janela apertar sem definições.

A prioridade por brasileiros não significa, porém, que o Vasco tenha fechado completamente a porta para estrangeiros. O clube ainda busca um camisa 8 para o meio-campo e negocia com nomes gringos para a posição, depois de ver as conversas pela contratação do colombiano Nelson Deossa esfriarem. A tendência, entretanto, é de que os alvos para o fim da janela sejam majoritariamente brasileiros — o limite da CBF força a mão.

Com informações do NetVasco, que cita ge.

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Por Redação Expresso98 · Publicado em 22 de agosto de 2026

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