Vasco não sofre gols em 2 jogos seguidos após 3 meses
O Vasco não sofria gols em duas partidas consecutivas desde outubro de 2025. Com Pedro Emanuel, a defesa cruzmaltina voltou a ter solidez: vitória sobre o Medellín e empate com o Fluminense sem ser vazada.

O Vasco voltou a passar dois jogos seguidos sem levar gols — feito que não acontecia desde 26 de outubro de 2025. Na ocasião, o Cruz-Maltino venceu Bragantino e Fluminense mantendo a meta inviolada.
Agora, sob comando de Pedro Emanuel, a defesa cruzmaltina voltou a mostrar solidez: vitória por 1 a 0 sobre o Medellín e empate sem gols com o Fluminense. Dois jogos, zero gols sofridos — o recomeço que o torcedor esperava.
O dado ganha peso quando se olha o momento do Vasco no Brasileirão: 18º colocado, com apenas 21 pontos em 20 jogos (5 vitórias, 6 empates, 9 derrotas). A campanha ruim cobra resultados — e a zaga firme é o primeiro sinal de que algo começa a mudar. Contra o Fluminense, 4º lugar com 34 pontos e forma superior (9 vitórias em 21 jogos), segurar o 0 a 0 ganha ainda mais relevância.
No retrospecto direto recente, Vasco e Fluminense estavam empatados em atenção: das últimas cinco partidas, o Gigante venceu uma, o Tricolor duas, e houve dois empates. Manter a defesa sólida num clássico desses calibra confiança.
Com informações do NetVasco, que cita X Tática Vascaína.
## Análise Expresso98
Dois jogos, zero gols sofridos — o primeiro sinal concreto de que Pedro Emanuel começa a encontrar caminhos. Ainda é cedo para falar em virada, claro: estamos no 18º lugar, com 21 pontos em 20 jogos e saldo negativo de oito gols, numa campanha que cobra urgência. Mas após três meses sem conseguir manter a meta inviolada em dois compromissos seguidos, ver a defesa firme contra o Medellín (vitória por 1 a 0, a primeira do português no comando) e segurar o 0 a 0 diante do Fluminense — adversário direto, 4º colocado com 34 pontos e nove vitórias na tabela — é alento real. O técnico reconheceu a falta de serenidade no ataque, com ansiedade nas decisões finais, mas a solidez defensiva já aparece como alicerce para a reconstrução que o Gigante precisa.
O que joga a favor é visível: a zaga voltou a se impor, e num clássico contra um rival em forma superior isso ganha peso dobrado. Pedro Emanuel tem contrato até o fim de 2027, tempo para trabalhar, e a boa recepção do elenco sugere ambiente favorável ao ajuste. A primeira vitória veio rápido (terceiro jogo), e a capacidade de segurar um Fluminense melhor classificado mostra que a equipe responde taticamente. Dois meses extras de programa sócio em promoção, arquibancada esgotada para jogo da Sul-Americana e 19 mil torcedores declarando o Vasco como time do coração na ação da patrocinadora: a Colina segue viva, pronta para empurrar quando o time der sinais — e esses sinais começam a aparecer.
O que preocupa é a posição na tabela e a forma recente antes desses dois últimos jogos: cinco derrotas seguidas no geral deixaram o time à beira da zona crítica, e 21 pontos em 20 rodadas exigem reação imediata. Pedro Emanuel ainda busca sua melhor formação — já escalou quatro times diferentes em quatro partidas — e a ansiedade ofensiva, admitida pelo próprio treinador, cobra finalizações que não saem. O retrospecto direto recente contra o Fluminense (uma vitória vascaína, duas tricolores e dois empates) mostra equilíbrio, mas também expõe a dificuldade de vencer confrontos diretos quando mais se precisa. E episódios recentes de indisciplina da torcida, como o relatado na súmula contra o Botafogo, cobram responsabilidade coletiva num momento que pede união total.
**Leitura Expresso98**: a defesa zerada é o primeiro tijolo da reconstrução, e num cenário de crise todo tijolo importa. Pedro Emanuel chegou há pouco, ainda tateia o elenco, mas já entrega sinais: organização defensiva, vitória na estreia em casa pela Sul-Americana e solidez num clássico difícil. O ataque travado preocupa, sim, mas prefiro começar pela base — e a base, neste momento, é não tomar gol. O Vasco está no 18º lugar, é verdade dura; mas também é verdade que a Colina voltou a acreditar, a arquibancada voltou a esgotar, e o técnico tem contrato longo para trabalhar. Não estamos salvos, longe disso — mas pela primeira vez em semanas há fundamento real para a esperança. E esperança com defesa firme, no Gigante da Colina, costuma virar reação.
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