Vasco x Bragantino: duelo dos times que mais finalizam no Brasileirão
Gigante lidera média de chutes do campeonato com 16,6 por jogo, mas eficiência preocupa. Bragantino vem logo atrás com 15,1 tentativas. Confronto reúne paradoxo: volume ofensivo alto e conversão baixa.

O Vasco recebe o Bragantino num duelo que coloca frente a frente as duas equipes mais ofensivas do Brasileirão — pelo menos no quesito volume. O Gigante lidera a média de finalizações por partida do campeonato com 16,6 chutes, enquanto o Massa Bruta vem logo atrás com 15,1 tentativas.
O problema é que ambos sofrem com eficiência. O Bragantino tem a pior conversão agregada dos mandantes do campeonato: um gol a cada 14,2 finalizações. O Vasco registra a sexta pior marca geral, com um gol a cada 12,1 tentativas.
Não é questão de má pontaria. O Cruzmaltino é o terceiro time com maior média de finalizações certas por jogo (5,3), e o Bragantino aparece em sexto (4,8). O Vasco tem o sexto melhor ataque do Brasileirão, com 22 gols marcados e média de 1,38 por jogo. O Bragantino soma 19 gols e média de 1,19 — quinto pior ataque da competição.
As defesas invertem o cenário: o Bragantino possui a quinta melhor (18 gols sofridos, média 1,13), enquanto o Vasco carrega a quinta pior (26 gols sofridos, média 1,56). O saldo do Massa Bruta é positivo em um gol; o do Vasco, negativo em três.
Na tabela, o Bragantino está em sexto lugar com 23 pontos em 16 jogos. O Vasco é o 12º, com 20 pontos também em 16 partidas. O visitante tem duas vitórias a mais (sete contra cinco) e não pode ser ultrapassado nesta rodada.
O retrospecto recente como mandante não favorece o Gigante: em quatro confrontos pela Série A, venceu apenas uma vez, com dois empates e uma derrota para o Bragantino no ano passado.
Jogando em São Januário, o Vasco soma a sétima melhor campanha mandante (cinco vitórias, um empate, duas derrotas, 67% de aproveitamento), mas tem o 12º ataque caseiro (12 gols, média 1,50) e a 12ª defesa (nove gols sofridos, 1,13). É o mandante que mais finaliza no Brasileirão (17,5 por jogo), porém com a quarta menor eficiência ofensiva em casa: um gol a cada 11,7 tentativas.
O Bragantino, por sua vez, ostenta o sexto melhor desempenho como visitante (três vitórias, um empate, quatro derrotas, 42%), mas carrega o quarto pior ataque forasteiro (seis gols, média 0,75) e a quarta melhor defesa longe de casa (dez gols sofridos, 1,25). Não marcou em três dos oito jogos fora (38%) e não levou gol em dois deles (25%).
O padrão tático também chama atenção: o Vasco marcou metade dos últimos dez gols com bolas altas e metade em lances rasteiros, desconsiderando dois de pênalti. O Bragantino sofreu seis dos últimos dez gols após jogadas aéreas.
Já o Massa Bruta tem potencial na troca de passes rasteiros: anotou assim sete dos últimos dez gols (sem contar um de pênalti). Curiosamente, é a mesma influência entre os gols sofridos pelo Vasco, que levou sete tentos em jogadas rasteiras seguidos antes de sofrer três aéreos contra o Olímpia, na Sul-Americana.
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