Zé Ricardo relembra Vasco e critica tratamento a técnicos brasileiros
Hoje no Sporting Cristal, do Peru, o treinador relembrou em entrevista exclusiva sua passagem por São Januário e falou sobre a diferença de tratamento entre comandantes nacionais e estrangeiros no futebol brasileiro.

'O que às vezes chateia o treinador brasileiro é o nível de tratamento que se dá para quem é da casa e para quem é de fora'. A declaração é de Zé Ricardo, que atualmente comanda o Sporting Cristal, do Peru, e concedeu entrevista exclusiva ao ge.
O treinador assumiu o clube peruano no mês passado, após a saída de Paulo Autuori — a indicação partiu do próprio comandante, amigo de longa data. A adaptação foi facilitada pela presença de brasileiros no elenco, como Gabriel, ex-Mirassol, e Felipe Vizeu, ex-Flamengo.
Zé Ricardo não se incomoda com a ascensão dos técnicos estrangeiros no Brasil, mas questiona a disparidade no tratamento. 'A chegada dos estrangeiros contribui para o futebol nacional', afirmou.
Agora, o desafio é classificar o Sporting Cristal para as oitavas de final da Libertadores — pela frente, o Palmeiras de Abel Ferreira. No clube alviverde, Zé reencontrará Anderson Barros, diretor de futebol que lhe deu a primeira oportunidade no futebol na década de 1990, quando ainda era jogador de futsal recém-aposentado.
'Ele me convidou para o futsal do Flamengo e depois me levou para o Vasco, onde a gente fez uma campanha muito boa', relembrou. Zé Ricardo revelou que, mesmo sem contato frequente, mantém carinho e respeito por Anderson Barros.
O comandante também relembrou suas passagens pelo Vasco. Em 2018, substituiu Milton Mendes no returno e conduziu o clube cruzmaltino à classificação para a Libertadores — a última vez que o Vasco disputou a competição continental. 'Eram muitos problemas políticos, eleição, tivemos muita dificuldade para nos organizarmos', explicou sobre os bastidores da época.
Em 2021, Zé retornou a São Januário após campanha ruim na Série B. Mesmo com restrições financeiras, montou o elenco que conquistaria o acesso no ano seguinte — mas não estava mais lá para acompanhar, já que recebeu proposta do Japão.
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